O CDI é a referência mais usada no Brasil para saber se valeu a pena correr risco. A comparação, porém, costuma ser feita de um jeito que favorece a carteira sem que a pessoa perceba.
Três regras para uma comparação justa
- Mesmo período: compare a carteira e o CDI exatamente entre as mesmas datas.
- Retorno sem aportes: use a rentabilidade calculada por um método que neutralize aportes e retiradas, como o Modified Dietz.
- Inclua os proventos: dividendos e rendimentos recebidos fazem parte do retorno da carteira.
O erro mais comum
Comparar o crescimento do saldo, que inclui o dinheiro novo aportado, com o CDI acumulado. O saldo cresce mesmo que os investimentos fiquem parados, e o resultado parece melhor do que foi.
E se a carteira perdeu para o CDI?
Um período curto diz pouco sobre uma estratégia de renda variável. O que importa é acompanhar com o número certo ao longo do tempo e entender o risco que você está assumindo para buscar um retorno maior.